sábado, fevereiro 26, 2011


triste. é muito triste. é demasiado triste.
*é a vida real...dizem...mas eu quero acreditar que não.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

chegou.



prontinho para ser devorado da primeira à última página. :)

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

das pequenas coisas.

um pacote de pan di stelle. (dos poucos vicios que ganhei em Itália e não consigo encontrar em Portugal)
fazer o percurso casa-trabalho a pé, sentir o sol a queimar e ouvir os passarinhos a cantar.
o ipod em shuffle a escolher só músicas bonitas.

*podem tentar...mas faço tudo para manter-me à tona.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

orgulhosamente tia de mais um menino e de uma menina (a primeira).

dos vícios.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
Sufjan Stevens. 31 de Maio. Coliseu de Lisboa.

*ai ai ai Maio...Aloe Blacc, PJ Harvey, The National...

terça-feira, fevereiro 22, 2011

it's not easy being me.

so true.

"You always hurt the one you love
The one you shouldn't hurt at all
You always take the sweetest rose
And crush it till the petals fall
You always break the kindest heart
With a hasty word you can't recall
So If I broke your heart last night
It's because I love you most of all"

*em pulgas para ver este filme.

let's go.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

dos factos.

da vida.

Quando fotografou aquela cena, em Ayod, no Sudão, em 1993, Kavin Carter terá visto, como quase toda a gente, na imagem de um abutre postado atrás de uma criança desnutrida, a metáfora perfeita para a fome que grassava, e matava, no Sudão.

Disparou e pouco depois entrou no avião. O New York Times publicou a foto, que em 1994 viria a ganhar o prestigiado prémio Pulitzer. Kevin Carter não suportou a glória de uma imagem que lhe recordaria a sua própria mortalidade, a sua própria face humana, que naquela tarde de 1993, no Sudão, se deixou dominar pelo brio profissional de capturar a imagem que melhor demonstrasse a tragédia que varria o Sudão. Conseguiu-o.


das vidas dos outros. dos dramas dos outros. das histórias que mexem connosco e nos fazem pensar.

dos concertos.


regresso marcado em julho: dia 7 no Parque Marechal Carmona.
também no âmbito do Cool Jazz Fest: Sharon Jones & The Dap Kings - 4 de Julho - Pq. Marechal Carmona

guilty pleasures.

o concerto da Katy Perry - domingo no Campo Pequeno - cheirava a algodão doce. choveram corações. no palco havia cupcakes, chupa-chupas e bolachas de gengibre. durante duas horas passaram por ali todas as cores do arco-íris. não roda no meu ipod, mas ao vivo ouve-se muito bem. já disse que cheirava a algodão doce???

*pic com direitos de autor

"You don't have to feel like a waste of space
You're original, cannot be replaced
If you only knew what the future holds
After a hurricane comes a rainbow

Maybe you're reason why all the doors are closed
So you could open one that leads you to the perfect road"

domingo, fevereiro 20, 2011

"a culpa é do sistema".

a frio tudo se resume a isto. tudo o que está mal no mundo está concentrado nesta frase (bem...quase tudo).

a frase é do filme Tropa de Elite 2.
acima de tudo gosto de filmes que não me deixem indiferente. que de uma maneira ou de outra mexam com qualquer coisa cá dentro.
há filmes que me deixam a pensar. que me lembram conversas que já tive. ideias que já partilhei. este foi um deles. um filme que é muito mais do que a história de uma cidade ou de um país.

dos óscares.

a uma semana da cerimónia: os nomeados para melhor filme estão todos vistos :)
no meu mundo ganharia o 127 Horas. porquê? porque me diz qualquer coisa. porque mexe com auto-controlo, com nervos, com manter a cabeça fria em situações limite. porque gosto do James Franco e do Danny Boyle. porque está muito bem filmado (quero eu dizer que gosto dos planos e respectivas sequências). porque é uma história de vida (e eu adoro histórias de vida). porque aquilo aconteceu mesmo. e porque sim (há coisas que não se explicam e há filmes que para quem percebe de cinema não valem nada e a nós dizem tudo).

no mundo dos óscares ganha a Rede Social ou o Indomável. porque são histórias da América. quanto a mim o dos Coen bate o do Fincher, mas quem sou eu... :)

aqui fica a lista:
Black Swan (O Cisne Negro)
The Fighter
Inception (Origem)
The Kids Are All Right (Os Miúdos estão Bem)
The King’s Speech (O Discurso do Rei)
127 Hours (127 Horas)
The Social Network (A Rede Social)
Toy Story 3
True Grit (Indomável)
Winter’s Bone (Despojos de Inverno)

versão Lego

p.s.-também podia ganhar o Toy Story 3, ex-aequo com o 127 Horas. porque o filme é LINDO.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

das ideias.


que vídeo! que música! que banda!

das décadas.

os 1990 são considerados por muitos uma década nula.
não tiveram o brilho dos 80s, nem as revoluções dos 60s e dos 70s...isto no mundo em geral. no meu mundo foi (até ver) A década.

a década das descobertas. do amor a dois, do sexo, das paixões platónicas, dos primeiros desgostos amorosos. foi a década de fazer amigos para a vida. a década do caos interior, dos cadernos de desabafos, dos livros que marcam, dos filmes que ficam. foi a década em que o corpo mudou, em que um pato se fez cisne.

foram os anos das doc martens e das saias compridas, mas também das calças largas e dos airwalk. foi a altura dos all star, da roupa da feira da Ladra, das calças justas, das camisas aos quadrados, do cabelo curto, das madeixas de cores, dos furos nas orelhas, do primeiro desenho no corpo.

foi altura de ganhar complexos, de os enfrentar e também de os perder. foram os anos de liceu. a entrada na faculdade. os momentos de "o que quero ser quando crescer?"

foi uma altura de descobertas constantes. foi a década de Londres, de NYC e de Barcelona. os dias de me sentir uma mulher e os de ser uma criança. foram as primeiras noitadas, as primeiras mocas, as primeiras bebedeiras. foram os beijos de língua, os amassos. os risos e choradeiras por tudo e por nada. as primeiras noites em casa sozinha. as mentirinhas piedosas.

também foi a década dos primeiros concertos "on my own". foram os Metallica em Alvalade, os Smashing no Campo Pequeno, os PJ no Dramático de Cascais (foi estar a dois passos do Eddie Vedder e ele sorrir para mim).

Foi o punk-hardcore, a pop europeia, o hip-hop. os Cardigans. os concertos no Ritz, no Johnny Guitar (foi cruzar-me contigo a primeira vez e nunca mais me saires da cabeça). os X-Acto e os Skamioneta. Foi ir a Coimbra ver os Violent Femmes, ao Porto ver os dEUS, a Faro ver os NoFX. ir num dia e voltar no primeiro comboio do dia seguinte. foi a descoberta de mil bandas de garagem. ouvir o Henrique Amaro, comprar maquetes e vinis. a altura do DIY.

foi o Kurt Cobain, o Shannon Hoon e o Andrew Wood. perceber que se vive depressa. que há quem não aguente isto. que o desespero pode ser tão grande que não dá mais.

foi escolher entre os Blur e os Oasis. mas também foi abraçar causas mais sérias.

Foram as noites nos passeios do Bairro Alto, as madrugadas no Jardim de São Pedro de Alcântara. as idas ao extra. as noites quentes de Cabanas, nós e uma guitarra. os dias inteiros em praias desertas, só nós, o sol e o mar. foi a Ilha de Tavira. a descoberta das costas alentejana e vicentina. as primeiras noites em tendas.

as primeiras férias com amigos. as primeiras passagens de ano com amigos. os amigos a roubarem espaço à família. a parvoíce de achar que a família é um empecilho. os momentos parvos de rebelde sem causa.

foram os anos do Singles, da Ruptura Explosiva e do Estranhos Prazeres. foi ver estes filmes vezes sem conta. foi sonhar com Seattle, com Tóquio, com Belfast e com Itália (toda a Itália).
foi tudo e foi nada. foi um misto de coisas, momentos, pessoas (boas e más). foram passos dados (ora mais firmes, ora mais a medo) a caminho de qualquer coisa que ainda não sei muito bem o que é.

foi uma parte de uma vida. da minha vida.


what if...


"Let's take a breath, jump over the side
How can you know it, if you don't even try
Every step that you take
Could be your biggest mistake
It could bend or it could break
That's the risk that you take"
*coldplay

da música nacional.

quinta à noite foi outra vez "Só desta Vez". Outubro. Dezembro. Fevereiro. uma banda. três concertos, todos com convidados diferentes. Lux. pode ser que à terceira não tenha sido de vez...

PAUS. a música portuguesa no seu melhor.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

do amor.

“I feel that there is nothing more truly artistic than to love people”


*Vincent van Gogh

.

L.I.F.E.G.O.E.S.O.N.

"You've got more than money and sense, my friend
You've got heart and you go in your own way
L.I.F.E.G.O.E.S.O.N.
What you don't have now will come back again
You've got heart and you go in your own way"

*noah and the whale

glory and consequence.


não a ouvia nem sei bem há quanto tempo. a música certa para fechar o The Fighter.
gostei. quanto à história não há muito a dizer. é o que é: parte de uma história de vida. na banda sonora, além do Ben há Red Hot e The Breeders (pelo menos que eu tenha reconhecido). e o Christian Bale faz um papelão. é Óscar.

*dos nomeados a melhor filme só me falta o dos Coen.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

dos espelhos...

Uma treta. Nunca conseguir estar quieta. E via os acidentes emocionais a darem-se e não podia fazer nada para os evitar. Nem sequer fechava os olhos para não ver. Meti-me em muitas relações sem cinto de segurança, e depois achava estranho fazer mais uma fractura no espírito. As cicatrizes que para aqui vão. A verdade é que sempre fui uma crente, uma utópica, uma arrebatada. Uma totó, a palavra não é outra.

*...ou de como cá dentro somos todos iguais.

...

sim...a música dos Deolinda já enjoa...
mas ainda bem que toca...ainda bem que a ouvem...mas melhor seria se a sentissem...se aqueles que todos os dias contribuem para que isto assim continue a sentissem na pele.

mundinho injusto. f****-se estes gajos todos que dia-a-dia tentam destruir vidas, que todos os dias obrigam ao adiamento de sonhos, que matam vontades e vocações.
para ajudar o dia...escrever um texto sobre cancro em crianças era mesmo o que precisava.

dos sentimentos

mesmo que este seja para mim apenas mais um dia no calendário...é inevitável não parar dois segundos para pensar no amor (não num amor qualquer...mas sim naquele amor)
hoje de manhã na antena3 pediam aos ouvintes que nomeassem a música mais romântica de sempre...são muitas, há muitas...a que me veio à cabeça em primeiro lugar foi a que começa assim:

"If I should die this very moment
I wouldn't fear
for I've never known completeness
like being here"



*sentir o que esta música exprime é daquelas coisas que achamos que só acontece uma vez na vida, mas depois de acontecer só queremos que se repita. sentir estas palavras é do melhor que a vida tem. quero voltar a sentir.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

do eu.

tenho uma pequena revolucionária dentro de mim, que hoje acordou de um coma.
o que se passou no Egipto só prova - mais uma vez - que o poder está do lado das pessoas.
está na hora do "basta" por cá também. (não querendo, nem de perto nem de longe, comparar as situações dos dois países...)
*a culpa é do que vai cá dentro. dos ensinamentos. que é um mix da infância. da adolescência. da juventude. de horas de histórias, de fotografias, de livros, de filmes, de músicas, de manifestações, de pessoas que fui conhecendo por aí, de pessoas que tornaram possível a minha existência. a culpa é dos meus pais, mas também dos meus tios, dos meus avós, dos meus primos, dos meus amigos, das minhas famílias de adopção. mas, acima de tudo, a culpa é da esponja que sou.

das imagens.


para quem gosta, aqui fica o link dos trabalhos vencedores do World Press Photo 2011. (há imagens que fazem sorrir, outras que fazem chorar, outras que dão a volta ao estomâgo, outras ainda que provocam revolta e outras que fazem sonhar...enfim...imagens que cumprem a função de uma boa fotografia)

da música.

finalmente o álbum dos Mondocane roda no meu ipod :)



*este senhor é só dos maiores artistas de todos os tempos.

dos amigos.


os meus são os melhores que há no mundo (sei que é o que toda a gente diz...mas são mesmo)

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

das bandas sonoras.

se a minha vida fosse um filme, tipo "Everyone Says I Love You"..."Moulin Rouge" ou uma série, tipo "Glee"...ou seja, um filme cheio de momentos musicais (se a minha vida fosse um filme ou uma série tinha que estar recheada de música)....
...bem...se fosse...naquele jantar de reencontro, enquanto te queixavas do estado a que chegou a tua vida amorosa, eu tinha cantado esta:

"I know the time for us has past,
but you must know one thing
I could have given you everything you wanted
everything you needed"

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

sometimes truth is stranger than fiction.

O cadáver de uma mulher foi encontrado nove anos depois de ter morrido no apartamento em que vivia sozinha, em Rio de Mouro. O seu desaparecimento foi participado mas ninguém investigou.

nem tenho palavras.

das tentativas de ser saudável.

fiquei a saber - da pior maneira - que tenho um músculo (aliás dois) do adeus.
o Pilates não mata, mas mói, e estou aqui com uma dor (melhor ainda: duas) que nunca antes tinha sentido.

quero disto.


não se retira assim a Primavera da vida de uma pessoa.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

da xonice.


ando numa onda de música super hiper mega xoninhas...bright eyes, noah and the whale e belle and sebastian em repeat por aqui :)

da música.


foi um concerto muito bom.
o arranque foi extremamente bonito. deve ter sido dos inícios de concertos mais bonitos que já vi.
e é sempre bom ouvir boa música na Aula Magna.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

da vida.


tenho uma camisola que vesti apenas uma vez. no dia em que a estreei o meu avô morreu. nunca mais fui capaz de vesti-la. está guardada numa gaveta qualquer em casa dos meus pais.

(o segredo não é meu, tirei-o daqui.)

dos heróis.

Aron Ralston. se tudo se passou como mostra o filme este homem passou a ser um dos meus heróis. o filme é MUITO bom e vou ter que o rever numa sala de cinema. o impacto daquelas imagens num ecrã xl deve ser brutal! (já em busca do livro que deu origem ao filme...)

P.S. - dos nomeados para melhor filme já só me faltam 4. (O Black Swan foi uma desilusão...com momentos a roçar filmes de série B...apesar de a Natalie Portman estar fantástica e o filme ter imagens de uma beleza fantástica. O Winter's Bone é deprimente...retrata a América mais feia que existe...A Jennifer Lawrence está muito bem.)

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

do humor.


num dia como o de hoje bem podem tentar que não me abalam o bom humor.
o sol brilha. a praia revigorou-me. e a Primavera está quase aí. e logo depois chega o Verão...e toda a gente sabe que no Verão tudo corre bem, sempre.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

dos projectos.

All over the country, we’re asking men:
“If you had one piece of advice that you’d give
another man about love, what would it be?”
These are their answers.

The Man's Guide To Love #210 from themansguidetolove on Vimeo.


If it’s real, it’ll flow like water out of a faucet.”
Jason and Gary, 23

do coração.

o dos Anaquim com a Ana Bacalhau faz-me sorrir :)

"O meu coração é um viajante
Que se entrega num instante
Por aí onde for

Acha que sabe bem o que eu preciso
Prende-se a qualquer sorriso
Sem motivos de maior

O meu coração é inocente
Pensa que a vida é um mar de rosas
Mas eu que vi espinhos em toda a gente
Afasto essas certezas duvidosas

O meu coração é um bicho muito estranho
Que se esconde e não responde a quem chamar
Alérgico ao exterior vive na toca
Onde se esconde e sufoca por não ver entrar o ar

O meu coração vive trancado
Diz que atirou a chave ao mar
E eu que a procurei por todo o lado
Só me resta assim continuar

Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu vir que sim tu diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre o morrer de amor e viver nesta prisão

Coração louco
Não me imponhas o teu vício
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrifício
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti


Já encontraste?
Demoras muito ou quê?

O meu coração é uma criança
Ansiosa pela dança de quem lhe estender a mão
Mas este é caprichoso, inclusivo
Analista compulsivo que não chega à conclusão

O meu coração segue as novelas
Jubila com as falas das atrizes

O meu carrega histórias de mazelas
E afasta-se desses finais felizes

(refrão)

Falei primeiro a bem por ser assunto de respeito
Mas não me deu ouvidos, prosseguiu naquele jeito

Mudei para as ameaças
Tentei que usasse a razão
Mas é palavra estranha pro meu pobre coração

Farta desses maus tratos fiz as malas e parti
E logo te encontrei com o mesmo modo que eu sofri
A mesma frustração
A mesma pose o mesmo olhar
E em teu toque senti no meu corpo outro pulsar

Juntos rimos de tudo
Só choramos nas novelas
Fingimos ser crianças e dançamos como elas
Perdemos noite e dia e entre histórias e canções
Juntamos nomes, gostos e moradas
E quase sem dar por nada
Encontramos corações

(refrão)"

da vida.


"I will only, let you down.
But my door, is always open".

terça-feira, fevereiro 01, 2011

da luz.

"Oh baby, can't you see
Its shining just for you
Loneliness is over
Dark days are through

Let me be your everlasting light
A train going away from pain
Love is the coal
That makes this train roll"

- the black keys -