quarta-feira, junho 29, 2011

do tempo.

e de como ele é relativo.
faz hoje dois meses que acordei em sobressalto. o telefone tocou. era do hospital. não tinhas aguentado mais.
dois meses é um tempo curto...para quem já leva 32 anos de vida. mas parece que passaram anos desde aquele telefonema.
ao mesmo tempo parece que estes dois meses não aconteceram. há momentos (muitos mil) em que acho que estás numa das tuas viagens, a trabalho ou com amigos, e que a qualquer momento vais voltar a casa. de repente esqueço-me da angústia e do sofrimento do tempo que estiveste internado, que em termos de calendário foi curto (um mês e meio), mas que custou uma eternidade a passar. parece que não aconteceu. naquele tempo a minha vida não se virou ao contrário, não fiquei sem norte, não passei noites sem dormir, não fazia um esforço para sorrir quando cá dentro só havia tristeza. há momentos em que parece que nada disso aconteceu. e que a qualquer momento vou receber um email teu ou um telefonema para irmos os três jantar fora, ou simplesmente para desabafares do estado em que está o país.

sim...temos que aceitar as coisas como elas são e a vida como ela é e nada é infinito. mas f***-**...com tanta gente por aí que não faz cá falta nenhuma porque é que tinhas que te ir embora já?

é injusto e estranho. tudo isto.

*hoje é um daqueles dias que custa um bocadinho mais o que os outro.

terça-feira, junho 28, 2011

das idiossincrasias.

de como tinha saudades desta sensação de cansaço feliz. de como um dia de trabalho que não acaba mais me deixa com um sorriso nos lábios. de como às vezes concluo que não sou de facto boa da cabeça... :)

*idiossincrasia
(grego idiosugkrasías, -as)
s. f.Temperamento especial de cada indivíduo (relativamente à influência que nele exerce o que lhe é alheio).

das verdades.

"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar".

Miguel Esteves Cardoso, in "Último Volume"

segunda-feira, junho 27, 2011

é oficial.



o Verão chegou. e com ele as noites estreladas, as peles tostadas pelo Sol e salgadas pelo Mar, as noites ao relento, as petiscadas ao ar livre e tudo o que de bom esta estação tem.

domingo, junho 19, 2011

das imagens.


*gosto muito.

das verdades*


Tom : Look, we don’t have to put a label on it, I get it. I just, I just need some consistency. I need to know that you're not gonna wake up in the morning and feel differently.
Summer : I can't give you that. Nobody can.

*daquelas em que nos recusamos acreditar.

quinta-feira, junho 16, 2011

das coisas giras.

São fotografias de estranhos, registadas pela objectiva de Danny Santos quando a chuva começa a cair. O designer gráfico, que trabalha há cerca de uma década na indústria criativa, acabou por se tornar “no fotógrafo dos fins-de-semana chuvosos”.

*não gosto nada de chuva. mas gosto muito disto.

das verdades.

na vida, tal como nos filmes, há erros de casting.

dos momentos bonitos.

ouvir este poema cantado.

"Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.

Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.

Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão...

Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que me sai, sem voz, do coração".
- David Mourão-Ferreira -

*foi na quarta-feira à noite no São Jorge.

quarta-feira, junho 15, 2011

das vozes.


*I think I'm in love.

terça-feira, junho 14, 2011

da felicidade.

porque é muito relativa. porque podemos ter tudo o que a sociedade convencionou que é o tudo e mesmo assim não sermos totalmente felizes. porque podemos não ter nada daquilo que dizem que é tudo e sermos os seres mais felizes à face da terra.
porque apesar de no fundo sermos todos iguais, também somos todos diferentes. porque somos humanos.


*esta música porque sim. porque me serena. porque me faz acreditar que é possível. tudo.

dos musicais.


*legendary :)

quarta-feira, junho 08, 2011

das pequenas coisas.

*alguém dizer-nos que estava num dia não e ficou muito melhor depois de uma conversa connosco. e mais...que é esse o efeito que temos nas pessoas. (e não...não falo de ninguém que queira saltar-me para cima)



*os parabéns do chefe. pelo que fizemos hoje e pelo que temos feito nos últimos tempos. (as coisas vão mudando e nem damos conta)

dos oceanos.


*porque hoje é o dia deles. porque o mar é das coisas de que mais gosto e mais bem me faz. porque ouvir músicas destes meninos me transporta para um tempo em que tudo era muito mais fácil. porque este vídeo é lindo. porque precisamos de coisas bonitas para ir aguentando as coisas feias. porque sim.

domingo, junho 05, 2011

dos deveres.

estava indecisa em quem votar. até hoje de manhã só sabia que iria participar e em que partidos não iria votar. o resto ficou decidido quando o teu email chegou ao meu bb. uma mensagem com a data de fevereiro que me foi enviada por ti. não sei como nem porquê chegou hoje de manhã. mais de um mês depois de teres partido e quando o teu email já foi desactivado. entendi como um sinal.

o meu voto hoje foi por ti.

e assim passou mais um dia que custou um bocadinho mais do que os outros. um dia em que senti a tua falta mais do que nos outros todos. não ias gostar de ver o estado a que isto chegou.

*moral do dia de hoje. "minha filha, perdemos sempre".

da vida.

triste. é assim que fico quando percebeo que quase metade das pessoas não exerce um direito e um dever que é votar.
triste. é assim que fico por perceber que as pessoas não acordam e continuam a votar nos dois partidos que deixaram o país chegar ao estado em que está hoje.

sexta-feira, junho 03, 2011

do riso.


*estava mesmo a precisar disto ontem.

quinta-feira, junho 02, 2011

há dias em que não posso passar um momento sozinha. hoje é um desses dias.

tenho medo de ter tomado a decisão errada ao tentar mudar.
preciso do teu entusiasmo e apoio para ter a certeza de que tomei a decisão correcta.
tenho medo de não ser capaz. de defraudar expectativas (as minhas e as dos outros). tenho medo de falhar.
preciso muito da tua confiança em mim.



*disseram-me que haveria dias e situações mais dificeis do que outros...esta deve ser uma delas.

quarta-feira, junho 01, 2011

das mudanças*

não é o ideal, mas é melhor que nada.
(tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.tenho mesmo que me mentalizar disto.)

*das coisas que queremos muito e fazemos por conseguir.